sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O último poema

Ontem fiz um poema. Deixei com que minha noite se perdesse entre seus lábios que me imploravam um perdão. Perdão que eu não tenho ao certo, que eu não devo.
Várias noites se passam e nós nem percebemos. Nem notamos seu valor, sua verdadeira importância. É como andar em círculos.

Perdi-me na noite da mesma forma que me perco no corações de alguns. A saída não encontro, soluções não encontro, pois vejo apenas rimas.
Rimas não nos alimentam, não nos cuidam, não matam nossa sede. Rimas, meu amigo(a), não controlam nossa voracidade.

Estou prestes á cometer uma loucura. Se eu sumir, você sabe onde me encontrar. Se puder, tente me impedir de jogar pro alto tudo que consegui.

Ontem fiz um poema, mas acho que eu o perdi de vista!

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