Apaguei a luz. Me sinto melhor na escuridão porque é uma forma de eu não revelar meus segredos e meus pecados. No banho, deixo a água cair pelo meu corpo na ilusão de que tudo está partindo aos poucos, lentamente. Desta mesma forma, escrevo meus erros num papel e o deixo desmanchar na banheira. Sonhos, sonhos, sonhos.
Me enrolo num cobertor muito quente na esperança de que a dor saia junto com o suor. Espero chover e me uno a janela pensando que tudo que há de errado em mim talvez ganhe a possibilidade de, como a chuva, cair em algum esgoto.
Escrevo, antes de tudo! Escrevo nos papéis molhados pelas lágrimas tudo que sinto, ou o que creio que sinto! Tudo em mim é medo! Medo de errar, de morrer, de ser feliz, de voar, de tentar, de perder o que nunca foi meu! Vou dizendo entre os cantos, sendo e me desfazendo. Ainda há alguns amores por quem vou sofrer!
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