A porta bateu e a gente acordou com o barulho. É como se a areia caísse das minhas mãos. Como se a única coisa que importasse, se foi.
Passei tantos dias falando com o Sol. Sol tão belo, tão iluminado e que não queima.
O Sol é só uma imagem que, cabe a nós admirar. O Sol é como um príncipe encantado. Todos sonham com um pra si mas sabem que, no fundo, ele não existe, só serve pra alimentar nossos sonhos vãos.
Prefiro a chuva porque ela é verdadeira. Não esconde seu jeito cinza de lidar, seu jeito raivoso de ser. As nuvens choram e cai a chuva. O Sol brilha e não esquenta.
O que seria, então, a melhor decisão á ser tomada?
O Sol é ator, apenas finge ser. Nós somos a plateia e cumprimos sempre nossa função de fazer de conta que acreditamos. Eu sou fora. Fora da regra...
Tendo como amiga a chuva, o Sol torna-se apenas um alimento que digerimos com ilusão, como se a vida fosse um parque de diversão. Como se a gente não sofresse por amor, como se o mundo não nos assustasse.
Paixões que se criam em vidros das janelas molhadas, das gostas caladas e sofredoras. Prefiro sofrer se for de verdade!
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